sábado, 2 de maio de 2009

Casos da nova gripe aumentam para 160 nos EUA

Itália diz que teve um caso, mas que paciente já recebeu alta.
Três deles são da Ásia. EUA e México têm maioria.

Os Estados Unidos confirmaram neste sábado (2) o aumento no número de casos de pessoas infectadas com a nova gripe.

Antes, os casos eram de 141 e agora chega a 160, em 21 estados, informou o Centro de Controle e Prevenção de Doenças. O país já teve um caso mortal da gripe suína.

Europa e Israel

A Itália confirmou no sábado seu primeiro caso de gripe H1N1, mas afirmou que o paciente se recuperou depois de apresentar sintomas bastante leves do novo vírus.

Foto: Eduardo Verdugo/AP

Mulheres rezam em catedral na Cidade do México, protegidas com máscaras.

O subsecretário do Ministério da Saúde, Ferruccio Fazio, que chefia a unidade do governo para crise relacionada à gripe, afirmou que um homem de 50 anos tinha sido hospitalizado na cidade de Massa, na região da Toscana, em 27 de abril depois de retornar da Cidade do México.

"Ele estava reclamando de tremores, dores musculares e tosse, mas não teve febre", disse Fazio em entrevista à imprensa, explicando que o homem depois teve um teste positivo para a nova gripe. O paciente foi tratado com antivirais e se recuperou.

Fazio explicou que existem outros 13 casos suspeitos na Itália que estão sendo avaliados. Além disso, uma aeromoça e outros tripulantes que voltaram de Cancun nesta semana estão sendo monitorados.

"Nenhum dos casos sob avaliação é sério. Parece ser uma gripe particularmente benigna, sem risco de morte", disse Fazio.

Em Israel, a imprensa israelense diz que o número de casos agora é de três. Em todos foram de pessoas que estiveram no México recentemente.

Além dos três países, também já tiveram casos confirmados, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS): Áustria (1), Canadá (34), Hong Kong (1), Dinamarca (1), França (1), Alemanha (4), Holanda (1), Nova Zelândia (4), Coreia do Sul (1), Espanha (13), Suíça (1) e Reino Unido (13).

A OMS reiterou que não recomenda a restrição de viagens regulares e o fechamento de fronteiras. Porém, a organização disse considerar “oportuno que as pessoas doentes adiem viagens internacionais”, e que aqueles que desenvolvam sintomas e tenham estado no exterior recentemente busquem atendimento médico.

Além disso, a OMS “assegurou que não há risco de infecção por comer carne de porco bem cozida ou o consumo de produtos provenientes desse animal”.

A OMS insistiu também em seus conselhos para que as pessoas reforcem as medidas de higiene pessoal, especialmente lavar as mãos frequentemente com sabão.

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