sábado, 2 de janeiro de 2010

Pai e filha morrem ao cair do 12º andar no RS

Corpo da criança foi encontrado no prédio vizinho.
Polícia deve investigar circunstâncias da queda.


Um homem de 62 anos e sua filha de 3 anos morreram ao cair do 12º andar de um prédio no centro de Porto Alegre, na manhã deste sábado (2). Segundo a Brigada Militar, o pai atirou a criança e depois se jogou.

O corpo da menina foi encontrado no prédio vizinho. O do pai, no terraço do condomínio onde ele morava.

Ainda de acordo com a Brigada Militar, a filha deveria ter ficado com o pai até 31 de dezembro, mas ele não a entregou para a mãe.

Depois do resgate, os corpos devem ser encaminhados ao Departamento Médico Legal. A Polícia Civil deve investigar as circunstâncias do fato. O trânsito na região foi interrompido.

Corpos de vítimas veladas em Angra são enterrados

Corpos de família de Rio Claro foram levados de kombi para município.

Entre os mortos está um bebê de apenas 8 meses.

Os últimos cinco corpos que estavam sendo velados por familiares no Colégio Estadual Arthur Vargas, no centro de Angra dos Reis, foram levados por volta das 17h deste sábado (2) para o Cemitério do Belém, onde serão enterrados.

Com isso, segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, não há mais corpos no colégio, onde parentes e amigos de vítimas realizaram neste sábado um velório coletivo.

Os corpos de cinco vítimas de uma mesma família - que eram de Rio Claro, no Sul Fluminense, e passavam o feriado no local - foram levados numa kombi da prefeitura para o município. Entre os mortos estava um bebê de apenas 8 meses.
Foto: Wilton Júnior/Agência Estado

Pessoas acompanham nesta manhã o velório de 12 vítimas dos deslizamentos de terra provocados pelas chuvas em Angra dos Reis na virada do ano (Foto: Wilton Júnior/Agência Estado)

Entre as vítimas veladas neste sábado estavam sete pessoas que moravam em Ilha Grande e pertenciam à mesma família.

Outras cinco vítimas veladas, também de uma mesma família, moravam no Morro da Carioca, no Centro de Angra dos Reis.

Os parentes das vítimas também enfrentam problemas na liberação dos corpos para sepultamento, já que muitos tiveram documentos de identificação destruídos nos deslizamentos, apesar de a Polícia Civil ter informado que bastaria o reconhecimento de familiares. 

Em Angra dos Reis, as chuvas também deixaram cerca de 800 pessoas desalojadas, a maioria no bairro do Perequê. Famílias tiveram suas casas totalmente destruídas, outras ficaram ilhadas.

Fotos esclusivas da pousada Sankay antes do soterramento


























  


















  
  




O mapa acima mostra a localização da pousada Sankay

Parentes reclamam de burocracia para liberar corpos no IML do Rio



IML pede documentos para preencher atestado com nome.
Instituto diz que procedimento precisa de 'cuidado'.



Dezenas de parentes da cidade de Arujá, no interior de São Paulo, se reúnem no Instituto Médico Legal (IML) do Rio em busca de informações de vítimas da chuva em Angra dos Reis. Alguns deles reclamam da burocracia para liberar os corpos das vítimas já identificadas.

Parentes da família Baccin aguardam desde as 3h a liberação dos corpos de Marcio, Cecília e Giovane. Segundo o irmão de Márcio, Anderson Baccin, de 24 anos, o IML exige a carteira de identidade das vítimas, que se perdeu nos escombros da Ilha Grande.

"É uma falta de respeito. Agora, para tentarmos a liberação, tivemos que pedir que um amigo desembarcasse de um cruzeiro, em Salvador, onde eles moravam, para tentar pegar algum documento original lá e pegar um avião pra trazer pra cá", explicou Anderson.

O IML informa que, para que o nome da vítima conste no atestado de óbito, o procedimento padrão do instituto exige documentos originais da vítima e da pessoa que a identifica.


"Isso pode ser demorado. Mas é uma questão que envolve outras coisas como pensões, seguros e precisa ser feito com cuidado", explicou o diretor-geral do IML do Rio de Janeiro, Frank Perlini. No caso da emissão da certidão sem o nome, a família pode, mais tarde, fazer a segunda via do documento em cartório, já em posse dos devidos documentos.


Na manhã deste sábado (2), outros três corpos encontrados na área de deslizamento em Ilha Grande foram entregues ao IML do Rio. Pouco antes da chegada desses corpos, outro corpo, que já estava no IML, havia sido identificado como Ricardo Ferreira da Silva.

Ricardo, que passava o réveillon com um grupo de amigos de Arujá, era namorado de Natália Pacheco, uma das vítimas identificadas no IML de Angra dos Reis. Segundo parentes, os dois estavam de casamento marcado para março.

No Rio, foram identificados ainda Marcio Luiz Baccin, 31 anos, Cecília Secco Baccin, 30, e o filho Giovane Secco Baccin, 3, os três de Arujá. Além deles, também foram identificados Renato de Assis Repetto, 50, Gabriela Ribaski Repetto, 9, Geovana Ribaski Repetto, 12 e Ilza Maria Roland, 50.




Vítimas de Arujá
Segundo parentes, dezessete pessoas de Arujá alugaram uma casa na enseada de Bananal, na Ilha Grande. Quatro delas sobreviveram, entre elas Flávio Larini, filho do prefeito do município. Outras quatro pessoas já tiveram seus corpos identificados.

"O pior de tudo é não ter informação. Estamos todos aqui na esperança de eles estarem em algum hospital ou serem resgatados vivos”, desabafou Pedro Correa, tio de Emanuelle Rodrigues, 33 anos, uma das desaparecidas, namorada de Flávio.

De acordo com ele, além do filho do prefeito, outras três pessoas foram jogadas no mar. Identificados apenas como Luis Henrique, Gerson e Eni, eles nadaram e conseguiram subir em pedras até serem resgatados por pescadores da região. O prefeito da cidade acompanha os trabalhos de resgate em Angra.

Grávida desistiu de viagem em cima da hora 



Filha de Pedro, Sabrina desistiu de passar o réveillon com os amigos em cima da hora. Grávida de 6 meses, ela abandonou os planos da viagem quando soube que não havia hospital em Ilha Grande.


“Já estava tudo pago, ela iria com meu genro e minha neta de 13 anos e acabou sendo uma grande sorte”, disse Pedro. Há informações ainda não confirmadas de que outras cinco moradores de Arujá estariam numa casa vizinha.