Analistas dizem que os últimos ataques no país têm o objetivo claro de desestabilizar o governo e criar caos para permitir que radicais tomem o poder.
O grupo armado atacou a academia de polícia no momento em que 800 recrutas, desarmados, se apresentavam no pátio para os exercícios da manhã. Jogaram granadas e atiraram nos alunos e instrutores, que se escondiam das balas atrás dos muros. Eles ficaram sem defesa durante uma hora e meia. Sob forte tiroteio, tentavam socorrer os feridos. Muitos foram feitos reféns.
Mas os atiradores só começaram a ceder quando comandos do Exército paquistanês e grupos paramilitares chegaram à academia. Foram mais de seis horas de confronto para conseguir vencer os agressores e libertar os reféns. No fim da operação, os soldados e policiais comemoraram no telhado do prédio.
O ataque foi em Lahore, a segunda maior cidade do Paquistão. A mesma onde um mês atrás um armado disparou contra a seleção de críquete do Sri Lanka, em visita ao país.
Analistas dizem que os últimos ataques têm o objetivo claro de desestabilizar o governo, criar caos para permitir que radicais tomem o poder. Para os vizinhos da Ásia, seria um pesadelo ver o Paquistão, um país que possui armas nucleares, cair nas mãos de extremistas.




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