Casos confirmados da doença elevam-se a 260 no país em que ela surgiu.
Nos Estados Unidos, há 109 casos em 11 estados, com uma morte.
Há 260 casos confirmados no país em que começou o surto que ameaça transformar-se em pandemia (epidemia de alcance mundial) .
Entre os mortos, há 8 mulheres e 4 homens.
O funcionário disse que o aumento da cifra não significa que mais pessoas morreram, mas que mais casos que estavam sob suspeita foram confirmados.
Mais cedo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) havia relatado 236 casos confirmados ao redor do mundo, com 8 mortes -7 no México, 1 nos EUA.
Keiji Fukuda, "número dois" da OMS, disse que não há sinais nesta quinta-feira que sugiram que o alerta de pandemia da organização precise ser elevado agora ao grau máximo.O atual grau 5 significa que a doença está a um passo de se tornar pandêmica.
EUA
Nos EUA, o Centro de Controle de Doenças, federal, informou que o número de casos confirmados saltou de 91, na quarta-feira, para 109 nesta quinta, em 11 estados. A única morte confirmada é de um bebê mexicano no Texas, ocorrida na quarta-feira .
A situação mais grave, segundo o CDC, é de Nova York (50 casos). Depois, vêm Texas (26), Califórnia (14), Carolina do Sul (10). Kansas (2), Massachusetts (2), Arizona (1), Indiana (1), Michigan (1), Nevada (1) e Ohio (1).
Entre os doentes da Califórnia, há um marine da base de Twentynine Palms, onde cerca de 30 militares permanecem em quarentena.
Na Carolina do Sul, os doentes são estudantes que viajaram ao México, foco da doença.
Há casos também no Minnesota, no Nebraska, em Delaware e na Geórgia. Autoridades estaduais confirmaram dois casos também no estado do Colorado
Cerca de 100 escolas em vários estados suspenderam aulas por causa de casos confirmados ou suspeitos da doença.
Escola católica é fechada na quarta-feira (29) no bairro nova-iorquino do Brooklin, após ter sido registrado caso da doença em aluno.
Vendedores ambulantes oferecem máscaras cirúrgicas nas ruas de Lima, capital do Peru, na quarta-feira (29).
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Além de México e EUA, também têm casos confirmados outros 11 países: Nova Zelândia (16), Canadá (13), Espanha (13), Alemanha (3), Israel (2), Escócia (2), Inglaterra (2), Costa Rica (1), Áustria (1), Holanda (1) e Suíça (1).
Alerta de pandemia
O anúncio da elevação do alerta pandêmico foi feito na quarta-feira pela chefe da OMS, Margaret Chan. Ela disse que a doença está se espalhando rapidamente e deve ser levada a sério. Mas, segundo ela, o mundo está "mais preparado do que nunca" para enfrentar a possível pandemia.
A fase 5, de acordo com a escala da OMS, ocorre quando há um sinal forte de que a pandemia (epidemia de alcance mundial) é iminente.
O alerta significa que há pouco tempo para finalizar os trabalhos de organização, comunicação e implementação de medidas para mitigar a crise.
A decisão de elevar o nível de risco foi tomada após consultas intensas com especialistas e analistas. Em reunião poucas horas antes, o nível havia sido mantido em 4. A elevação do nível 3 para o 4 havia ocorrido na segunda-feira (27).
A mudança do status coloca governos e companhias farmacêuticas em alerta em relação à necessidade de começar a fabricar drogas antivirais e a acelerar esforços para criar uma vacina para combater a cepa de gripe.
Chan disse que os estoques de antivirais da agência não são suficientes, e que será necessário o apoio de empresas e governos. Ela elogiou a maneira "aberta e transparente" como as autoridades mexicanas estão enfrentando a situação.
O mundo não enfrenta uma pandemia ha 41 anos, desde a gripe de Hong Kong, que matou ao menos um milhão de pessoas em 1968 ( conheça a história das principais epidemias da história ).
Vestido de mariachi e com máscara, policial patrulha parque nesta quarta-feira (29) na Cidade do México.
Viagens
Por conta do risco de contágio, países, organizações e empresas desencorajaram ou cancelaram viagens ao México desde o início da crise.
As Nações Unidas pediram a seus funcionários em uma nota interna desta quinta que "evitem, se possível, as viagens não indispensáveis aos países de risco" para limitar o perigo contrair a gripe suína.
As chancelarias dos EUA e do Reino Unido pediram que as viagens não essenciais fossem evitadas.
A União Europeia (UE) disse nesta quinta que tomará "todas as medidas apropriadas" para proteger a população do avanço da gripe suína, o que inclui restringir viagens, se for necessário.
As autoridades sanitárias italianas recomendaram aos cidadãos que estão voltando do México para "ficar em casa durante sete dias a partir do dia de entrada na Itália".




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